Noites curtas e ressonantes,recheadas de escárnio para com o mundo,recheadas de fausto,de luxo,conversas e risos.
Senhores da noite,intelectuais e beberrões,fanfarrões , roqueiros,damas e vagabundos , uma cambada só,em seu reservado mundo.Senhores que bebem do tempo com sede de vida,senhores que bebem do álcool com sede de folia.
Verdadeiras cortes noturnas,com reis,rainhas e princesas.Também há bobos da corte,senhores da servidão e escravos que clamam por luxúria.Todos unidos fugindo da crueldade do mundo,fazendo da vida uma miscelânea difusa.
As rainhas e princesas desta corte são belas e elegantes,tem cheiro de amor e gosto incandescente.Os bobos da corte e os escravos estão sempre presos as suas saias,procurando por pernas que os dê sustentação.
Já o Rei é uma figura tétrica.Acha que é Deus e que pode controlar tudo e todos.É o Rei dos lupanares,dos bêbados e dos doentes.
A verdade é que este rei é dono de um coração repleto de travos,desgostos e machucados.Seu gosto é amargo com um toque adocicado,e seu cheiro é concupiscente.
É um Rei sorridente mas solitário.Tão feliz quanto sua própria desgraça,este rei carrancudo.
Eita corte maldita! Mais feliz não há!
Thursday, October 12, 2006
Tuesday, October 03, 2006
Confissões embaralhadas
Noite fria era aquela , em que as estrelas se escondiam e as luzes tremeluziam ao longe, lá,
onde o destino me aguardava.Uma profusão de vozes na minha cabeça auspiciosamente sussurravam, diziam que sim e diziam que não. Queriam , mas repulsavam.Desejavam , mas sabiam que era pecado .Não havia um consenso , sabia-se somente que a liberdade prevalecia.
Mas já era hora , não sabia nem mesmo quem eu era, então de nada adiantaria fazer escolhas,quando não se tem o que compartilhar a única opção é a solidão.Quando o desejo de liberdade é maior que a própria vontade , não existe ato ou amor capazes de afastar esse desejo.Sou de todos , e não só de um.Quero abraçar o mundo , e não um ser somente.
Eu estive lá , enquanto ninguém me via. Observando , mesmo “não” estando presente, naqueles centros onde a alegria corria solta Fui só mais um , ou nem fui nada , passei despercebidamente,mas com olhos atentos , eu digo, que eu vi e tive meus alvos, que eu tenho sentidos aguçados, além da realidade presente.
Já agora fora de meus devaneios, era chegado o momento.As palavras sangravam da minha boca,escorriam com dor pelos meus lábios,agora intocáveis e desprezíveis;mas era preciso ser dito.O vazio se tornou profuso, se estendia cada vez mais lá dentro , e não podia fazer mais nada além de sentir e lamentar.
Hora de retornar,queria o caminho da ponte.O Rio lá em baixo, tristonho , capengava em seu leito.Queria que minhas mágoas fossem como o lixo, descartáveis e simples de lidar.Eu queria poder atirá-las no rio , ver ele carregar pra longe , ver a dores sumirem no horizonte e quem sabe um sorriso me caísse dos céus.Mas nada é assim....
Passos curtos , respiração ofegante , o silêncio cortante.Se eu morresse , não sentiria , pois não era nada.Era vazio, e era só.O próprio nada no meio do nada acompanhado de uma elegante sombra negra e moribunda.E nenhuma estrela para iluminar.
onde o destino me aguardava.Uma profusão de vozes na minha cabeça auspiciosamente sussurravam, diziam que sim e diziam que não. Queriam , mas repulsavam.Desejavam , mas sabiam que era pecado .Não havia um consenso , sabia-se somente que a liberdade prevalecia.
Mas já era hora , não sabia nem mesmo quem eu era, então de nada adiantaria fazer escolhas,quando não se tem o que compartilhar a única opção é a solidão.Quando o desejo de liberdade é maior que a própria vontade , não existe ato ou amor capazes de afastar esse desejo.Sou de todos , e não só de um.Quero abraçar o mundo , e não um ser somente.
Eu estive lá , enquanto ninguém me via. Observando , mesmo “não” estando presente, naqueles centros onde a alegria corria solta Fui só mais um , ou nem fui nada , passei despercebidamente,mas com olhos atentos , eu digo, que eu vi e tive meus alvos, que eu tenho sentidos aguçados, além da realidade presente.
Já agora fora de meus devaneios, era chegado o momento.As palavras sangravam da minha boca,escorriam com dor pelos meus lábios,agora intocáveis e desprezíveis;mas era preciso ser dito.O vazio se tornou profuso, se estendia cada vez mais lá dentro , e não podia fazer mais nada além de sentir e lamentar.
Hora de retornar,queria o caminho da ponte.O Rio lá em baixo, tristonho , capengava em seu leito.Queria que minhas mágoas fossem como o lixo, descartáveis e simples de lidar.Eu queria poder atirá-las no rio , ver ele carregar pra longe , ver a dores sumirem no horizonte e quem sabe um sorriso me caísse dos céus.Mas nada é assim....
Passos curtos , respiração ofegante , o silêncio cortante.Se eu morresse , não sentiria , pois não era nada.Era vazio, e era só.O próprio nada no meio do nada acompanhado de uma elegante sombra negra e moribunda.E nenhuma estrela para iluminar.
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